sábado, 31 de março de 2012

Falando de sexo: uma tarefa delicada



Por Regina Bomfim


O que fazer quando um jovem começa a despertar sua sexualidade de forma intensa sem cair na armadilha de dizer, se for menina, que homem não presta e que só estão interessados em "usar" as meninas? No caso dos meninos, já há um incentivo, até mesmo uma pressão social para a vivência sexual, mas que muitas vezes descamba para uma atitude que desvaloriza o ser humano de outro gênero. O que fazer para que o nosso discurso não transforme o sexo em algo sujo, que deve ser temido e causador de doenças? O que fazer quando o mundo da TV e da internet se antecipa em fartas imagens muitas vezes gratuitas com fins mercantilistas? O que fazer para não perder a oportunidade de criar com o jovem um canal de confiança, apesar das dificuldades de abordar o assunto?

Falar de sexo é falar de prazer, de um prazer que não podemos negar que não existe. Seria encarar o assunto de modo simplista falar de coisas negativas porque minha experiência foi negativa ou falar das coisas positivas, porque foi boa minha experiência e esquecer que existem alertas a serem dados quanto à necessidade de proteção e da existência de pessoas que exercem a sua sexualidade de modo pervertido. Sem me alongar nesta questão, dizendo isto, estou me referindo somente ao abuso sexual. A psicologia não considera  as diferentes orientações sexuais como perversão, pois a partir da Resolução CFP No 001/99 é considerada anti - ética qualquer atitude que vise a manutenção de preconceitos e mitos relacionados a diversidade da manifestação da sexualidade humana.

 Como diz Paulo Freire em seu livro Pedagogia da Autonomia, é preciso exercer essa penosa tarefa de Pensar Certo que significa estar aberto a indagações e se permitir a respondê-las sem se guiar por preconceitos de qualquer espécie. A fidelidade na capacidade de abordar os múltiplos aspectos de um assunto, mesmo que minha vivência seja negativa, buscando ser impermeável à percepções pessoais ou ideológicas.

 Assumir as dificuldades do assunto (ou não), mas não fugir dele, ao contrário, aproveitar o ensejo para o exercício de entender essas inibições. Tanto na pedagogia quanto na psicologia, o saber deve ser sempre algo à serviço da libertação do indivíduo, para que o mesmo possa desenvolver e exercer sua capacidade crítica, sua autonomia.

O que está em jogo é deixar aberta a porta da liberdade de expressão dos sentimentos do jovem, sem criticar, mas acolher. Não vejo o sexo desligado do afeto. À luz da psicologia, a palavra afeto tenha uma conotação bem mais ampla pois envolve todas as emoções do indivíduo tanto positivas quanto negativas. Aqui nos referimos apenas às trocas positivas. 


Está bem! É possível ter prazer com quem só te atrai fisicamente, mas na minha opinião, há que se pensar em contrapartida, que vivemos nas relações amorosas nos últimos 60 anos uma liberdade jamais pensada, porém, a perplexidade e a solidão imperam nesta ampla permissividade dos sentidos, é como se a livre expressão do corpo não trouxesse às pessoas a felicidade esperada, mas tornasse as relações mais burocráticas, confusas.

Na minha opinião, pode ser bem mais gratificante quando existe uma relação afetiva entre ambas pessoas, uma relação de igualdade, carinho, conversa... Somos humanos, somos complexos e a nossa vivência da sexualidade jamais poderá se igualar aos animais. Sexo é prazer, uma forma fantástica de expressão de afeto que pode produzir a possibilidade de nos enriquecer como seres humanos na convivência com o outro.

O sexo está no olhar, no toque, nas experiências que compartilhamos com esse outro desejado. Sexo é o momento certo e não uma imposição do grupo. Sexo não é o desvalorizar o outro, mas uma disposição feliz de dar e receber amor.

Meu intuito de tratar este assunto é contribuir para a reflexão de que falar de sexo é falar do quanto nossos relacionamentos podem ser mais afetivos, cuidadosos conosco mesmos e com o outro, que o sexo é apenas mais uma modalidade na nossa vida relacional. E o jovem precisa ler isso no nosso gesto e se sentir à vontade para falar o que sente vendo nossos esforços de pensar sobre a vida de modo mais aberto. Se conseguirmos evitar uma iniciação sexual precoce será ótimo, se não, apenas demos nossa contribuição para que a mesma seja vivida com consciência de que o prazer exige responsabilidade.

Bibliografia:

FREIRE, Paulo - Pedagogia da autonomia Editora Paz e Terra 2001

sábado, 24 de março de 2012

Ensinar não é transferir conhecimento

Por Paulo Freire

As considerações ou reflexões até agora feitas vêm sendo desdobramentos de um primeiro saber inicialmente apontado como necessário à formação docente, numa perspectiva progressista. Saber que ensinar não é transferir conhecimento, mas criar as possibilidades para a sua própria produção ou a sua construção. Quando entro em uma sala da aula devo estar sendo um ser aberto a indagações, à curiosidade, às perguntas dos alunos, a suas inibições; um ser crítico e inquiridor, inquieto em face da tarefa que tenho - a de ensinar e não a de transferir conhecimento.

É preciso insistir: esse saber necessário ao professor - que ensinar não é transferir conteúdo - não apenas precisa ser aprendido por ele e pelos educandos nas suas razões de ser - ontológica, política, ética, epistemológica, pedagógica, mas também precisa de ser constantemente testemunhado, vivido.

Como professor num curso de formação docente não posso esgotar minha prática discursando sobre a Teoria da não extensão do conhecimento. Não posso apenas falar bonito sobre as razões ontológicas, epistemológicas e políticas da Teoria. O meu discurso sobre a Teoria deve ser o exemplo concreto, prático da teoria. Sua encarnação. Ao falar da construção do conhecimento, criticando a sua extensão, já devo estar envolvido nela, e nela, a construção, estar envolvendo os alunos.

Fora disso, me emaranho na rede das contradições em que meu testemunho, inautêntico pede eficácia. Me torno tão falso quanto quem pretende estimular o clima democrático na escola por meios e caminhos autoritários. Tão fingido com quem diz combater o racismo mas, preguntando se conhece Madalena, diz: "Conheço-a. É negra, mas é competente e decente". Jamais ouvi ninguém dizer que conhece Célia, loura de olhos azuis, mas é competente decente. No discurso perfilador de Madalena, negra cabe a conjunção adversativa mas; no que contorno Célia, loura de olhos azuis, a conjunção adversativa é um não senso. a compreensão do papel das conjunções que, ligando sentenças entre si, impregnam a relação que estabelecem de certo sentido, o de causalidade, falo porque recuso o silêncio, o de adversidade, tentaram dominá-lo mas não conseguiram, o de finalidade Pedro lutou para que ficasse clara a sua posição, o de integração, Pedro sabia que ela voltaria, não é suficiente para explicar o uso da adversativa mas na relação entre a sentença Madalena é negra e Madalena é competente e decente. A conjunção mas aí, implica um juízo falso, ideológico: sendo negra, espera-se que Madalena nem seja competente nem decente. Ao reconhecer-se porém, sua decência e sua competência a conjunção mas se tornou indispensável. No caso de Célia, é um disparate que, sendo loura de olhos azuis não seja competente e decente. Daí o não senso da adversativa. a razão é ideológica e não gramatical.

Pensar certo - e saber que ensinar não é transferir conhecimento é fundamentalmente pensar certo - é uma postura exigente, difícil, às vezes penosa, que temos de assumir diante dos outros e com os outros, em face do mundo e dos fatos, ante nós mesmos. É difícil, não porque pensar certo seja forma própria de pensar de santos e anjos e a que nós arrogantemente aspirássemos. É difícil entre outras coisas, pela vigilância constante que temos de exercer sobre nós próprios para evitar os simplismos, as facilidades, as incoerências grosseiras. É difícil porque nem sempre temos o valor indispensável para não permitir que a raiva que podemos ter de alguém vire raivosidade que gera um pensar errado e falso. Por mais que me desagrade uma pessoa não posso menosprezá-la com um discurso em que cheio de mim mesmo, decreto a sua incompetência absoluta. Discurso em que, cheio de mim mesmo, trato-a com desdém, do alto de minha falsa superioridade. a mim não me dá raiva mas pena quando pessoas assim raivosas, arvoradas em figuras de gênio, me minimizam e destratam.

É cansativo, por exemplo, viver a humildade, condição "sine qua" do pensar certo, que nos faz proclamar o nosso próprio equívoco, que nos faz reconhecer e anunciar a superação que sofremos.

O clima do pensar certo não tem nada que ver com o das fórmulas preestabelecidas, mas seria a negação do pensar certo se pretendêssemos forjá-lo na atmosfera da licenciosidade ou do espontaneísmo. Sem rigorosidade metódica não há pensar certo.

Fonte: FREIRE, PAULO Pedagogia da Autonomia - Saberes necessários à prática educativa. Editora paz e Terra 2001

domingo, 18 de março de 2012

Questionar e ensinar

 




Por Rogério Miranda de Almeida - Doutor em filosofia pela Universidade de Metz (França) e em Teologia pela Universidade de Estrasburgo. Professor no Programa de Pós - Graduação da Pontíficia Universidade Católica do Paraná (PUC- PR). Publicou os seguintes livros: Nietzche e Freud - Eterno Retorno e Compulsão à Repetição (2005); Eros e Tânatos: A Vida, A Morte, o Desejo (2007). Todos pela Edições Loyola.

O ensino da filosofia, uma das mais nobres tarefas pedagógicas, é ao mesmo tempo uma das mais difíceis. Difícil porque, dada a própria origem da filosofia ocidental - cujo berço é a Grécia e, mais precisamente, a costa Jônica do séc 6 a.C -, a questão em torno da qual ela girava era do ser enquanto ser. Em outros termos, indagavam-se os jônicos: por que, a despeito do nascimento, da corrupção e da morte das coisas sensíveis, tudo permanece como se fosse o mesmo? Deve, pois, haver - completavam esses estudiosos da natureza - por trás do mundo fenomênico algo que nem envelhece e nem morre. Esse algo - representado ora pela água, ora pelo "indeterminado", ora pelo ar, ora pelo fogo ou, mais tarde, na visão de Empédocles de Agrigento, pelos quatro elementos juntos, era aquilo que, em última instância, constituiria o ser na sua indestrutibilidade e imutabilidade.


Algo do séc 5 a.C, a questão filosófica se deslocará para o próprio homem. ela se desdobrará sob a forma do "conhece-te a ti mesmo" efetuado por Sócrates, e sob a modalidade do ensino, das convenções, da eloquência e da antinomia entre natureza e cultura. É  a questão dos sofistas e, consequentemente, da oposição entre os sofistas, Sócrates e Platão que, ao contrário daqueles, acentuavam a essência ou a natureza das coisas e do homem, e não a sua aparência.


Toda essa problemática, juntamente com as indagações que marcarão a Idade Média, os tempos modernos e a fase contemporânea, se acham desenvolvidas no meu livro, intitulado Eros e Tânatos: a Vida, a Morte, o Desejo, Edições Loyola, 2007, assim como em outra obra, que será brevemente publicada pela mesma editora, sob o título: A Fragmentação da cultura e o Fim do Sujeito.


Estas duas obras poderão, talvez suscitar a interrogação seguinte: em que consiste hoje o ensino de filosofia, se as interrogações que agora se colocam não mais têm como foco a essência última das coisas e do homem - como entre os gregos clássicos e os pensadores medievais - mas, antes, o ser considerado antropologicamente? Assim, na perspectiva da filosofia moderna, a pergunta se volta para o homem, ou para o anthropos, visto e examinado a partir de suas manifestações culturais ou de sua capacidade de construir e produzir seu próprio mundo e, consequentemente, a sua própria liberdade. Já do ponto de vista da filosofia contemporânea e, sobretudo, a partir do séc 19, o problema que se faz ressaltar é aquele desejo, do inconsciente, das forças, das pulsões, das significações e, em suma da linguagem.


Certo, são as mesmas questões que retornam, mas levantadas, examinadas, denominadas e significadas de maneira diferente ou, para dizê-lo nietzcheanamente, são as mesmas questões que se repetem, mas transformadas em novas verdades, em novas visões, em novas valorações e em novas interpretações. O que se verifica atualmente, porém, é um aceleramento cada vez maior dessas questões que não cessam de se desdobrar, de se acirrar e, ao mesmo, de se fragmentar.


Fonte: Revista Filosofia - Conhecimento Prático p. 66 Edt: Escala Educacional (n. 34)

sábado, 17 de março de 2012

Pelo outono que aos poucos se anuncia, embora com novos sinais em função das alterações no clima

 
Parêmia de Outono

Já é Outono. Anoitece
O frescor da noite é suave. Terno e afetuoso.
Noite de vida, noite de ardor
Outono das manhãs azuis de abril
De renovação e da esperança da Páscoa
Outono rosado pelas flores da Quaresmeira
Outono rosado pelas flores da Paineira
Outono alaranjado pelas flores da Espadódia
Já é Outono. Suavemente Outono...
Outono azulzinho e branquinho
pela florada das Flores de Maio.
Outono amarelado pelas flores da Aleluia
Outono de ternura do mês de maio

Já é Outono. Docemente Outono...
A Aurora tem uma cor branca rosada
tão livremente pura como o próprio alvorecer da esperança
Esperança que se funde e se dilui na nebulosidade
de uma tarde de Outono
E que se torna a seiva da vida num raio de Sol
que se mistura no esbranquiçado da nuvem.

Já é Outono. Entardecer.
E ver o passeio de uma borboleta
passeando pelas alamedas do Outono
e ver uma coruja que pia o encanto
de um pôr-do-sol tingida pela neblina
É saber do prazer do refolhar das folhas buscando vida no Outono...
E sentir a pulsação da vida no ato
de preparar a terra para que seja regada
com as primeiras águas de Outono.

Outono. Um pássaro cortando o espaço
Tentando alcançar o azul da alma e dos sonhos
Tempo de plantio da esperança;
tempo de semeadura de paz;
tempo do desabrochar do amor
tempo de acreditar que a vida vale a pena ser vivida
tempo de próprio tempo.
Passando...passando...passando

Valdemar Augusto Angerami

domingo, 11 de março de 2012



Porque é importante se conhecer


Ao tomar consciência das suas forças e de seus pontos fracos, seu processo de decisão se torna mais objetivo


Em Delfos, Apolo matou a serpente Piton e a jogou em uma fenda profunda na rocha. Seu corpo, em decomposição, passou a exalar um gás que se, inalado por uma mulher de conduta irretocável, daria a ela o dom de prever o futuro. Com base nessa crença, os gregos construíram um templo dedicado ao deus Apolo, que acabou por se transformar no centro da religiosidade grega por vários séculos. As sacerdotisas - chamadas Pitonisas, em alusão à serpente - profetizavam o futuro de militares, políticos, homens de negócios que estavam entre seus principais consulentes, mas muitos jovens em dúvida sobre suas carreiras também procuravam os conselhos das videntes. Como acontece com suas congêneres atuais, elas acertavam no atacado. Afinal, previsões do:" você está inciando uma jornanda cheia de perigos, mas se for persistente e estiver seguindo sua vocação, terá muito êxito" sempre acertam, não é mesmo? Entretanto, deixando a mitologia e a supertição de lado, havia um detalhe no oráculo de Delfos que é digno de respeito. Uma inscrição gravada na parede dizia: Conhece-te a ti mesmo".
Esse era na verdade, o grande conselho que o oráculo dava a quem desejava conhecer seu porvir. Recomendação bem moderna, essa dos antigos gregos. Realmente se quiser saber quem você será no futuro, comce por fazer uma boa análise de quem você é no presente. Há uma profunda e irrevogável conexão entre esses dois tempos da história da nossa vida.
Saber o que se quer e ter consciência de suas forças e de seus pontos fracos, elaborar a própria tabela de valores, conhecer seus limites e alcances são alguns dos tópicos que quando conhecidos, facilitam nossas escolhas, mesmo que para isso você precise de ajuda especializada, não perca a oportunidade de consolidar seu autoconhecimento. Esse é o pressuposto de estratégia baseada em recursos que define o que melhor a empresa pode fazer com as condições de que dispõe no momento e sinaliza as mudanças necessárias. Interessado em conhecer seu futuro? Então comece pelo possível, lançando um olhar criterioso sobre o seu presente.
Fonte: Você/S.A (aprox:31/08/11)

sábado, 10 de março de 2012

Meios para justificar fins


Por Bia Machado
Quando pensamos "no que" fazer, colocamos o foco especialmente no resultado, e, assim retardamos o aparecimento de uma solução. É quando pensamos em "como" que destacamos os processos e, assim, abrimos nosso leque de oportunidades. O recado é da psicóloga Bia Machado, sócia da Faculdade da Imaginação", consultora que atua com base em conceitos como a importância dos processos e o autoconhecimento.

O GLOBO: Processo é hoje uma palavra mágica?
BIA MACHADO: Vamos pensar sobre o que é conhecido como "competências comportamentais": proatividade, saber ouvir, raciocínio complexo, criatividade etc. Para a maioria, são comportamentos visíveis, que, em tese levam a resultados. Mas ao focar em "o que", você olha para resultados ; só quando foca no "como", vê processos, vê processos (que leva a resultados). Líderes e equipes são treinados para dar resultados. Isso costuma dificultar a aprendizagem das competências: sabe-se o que é um líder, mas não se sabe como fazer para agir como tal. As pessoas não sabem que liderança não é ação específica, mas processo, com várias etapas.

* Nesse sentido, como o método Basadur pode ajudar?
BIA: O processo Basadur criado pelo professor Min Basadur, da McMaster University, no Canadá, é uma das ferramentas mais efetivas de trabalho em equipe e de inovação que conhecemos hoje no mundo corporativo. É uma "tecnologia de ponta" para a aprendizagem organizacional. Inclui um processo de resolução de problemas em quatro estágios, habilidades de pensamento, ferramentas e atitudes específicas para fazer o processo funcionar. Os quatro estágios do processo são busca deliberada de bons problemas para resolver, definição dos problemas e implementação das soluções.

* Pode dar exemplos de aplicação e de resultados?
BIA: Em exemplo descrito por Bin Basadur, um time de desenvolvimento de produto trabalhou por sete meses para otimizar a aparência de um novo sabonete, sem sucesso. Quando lhe pediram ajuda, a equipe trabalhou de manhã para redefinir o problema - não a aparência, mas o real desejo do consumidor, de performance superior. A tarde, gerou 200 soluções para a nova definição do problema "fora da caixa" e acabou inventando um sabonete que conseguiu a preferência do consumidor.

*Seu trabalho se baseia no autoconhecimento. Como ele leva à criatividade?
BIA: Para as empresas, o autoconhecimento pode representar a diferença entre ter sucesso ou falhar na construção de uma cultura de inovação. Se a pessoa se conhece, ela sabe como fazer, como aprender, como buscar o que precisa. Por muito tempo, o foco do aprendizado era quase só conteúdo. Hoje sabemos que cada um tem um modo particular de processar o aprendizado, um estilo próprio. Assim podemos completar uma equação básica para se obter resultados significativos na educação: conteúdo + processo + habilidades + técnicas e ferramentas + estilos pessoais.

Fonte: Jornal O Globo - Caderno Boa Chance/ Seção Click! (pág 8, 11/12/2011)

domingo, 4 de março de 2012


"A moda está nos comandos de nossas sociedades; a sedução e o efêmero tornaram-se em menos de meio século, os princípios organizadores da vida coletiva moderna."
Gilles Lipovetsky

fonte: Revista Filosofia - Conhecimento Prático (número 34)

sábado, 3 de março de 2012

Lei Maria da Penha - novas dimensões



(Blog do Planalto) Na cerimônia de posse da nova ministra da Secretaria de Políticas para as Mulheres, Eleonora Menicucci, a presidenta Dilma Rousseff afirmou que a mudança na Lei Maria da Penha, definida pelo Supremo Tribunal Federal (STF) para que a denúncia contra o agressor possa ser feita pelo Ministério Público, fortalece a luta das mulheres e elimina as controvérsias.
“Ontem, eu tenho certeza que todos nós, mulheres e homens brasileiros, demos um passo na construção de uma sociedade em que, de fato, a luta contra a violência e a discriminação avançou”, disse.
Na cerimônia, que contou com a presença de 24 ministros e dos interinos do Trabalho e do Planejamento, a presidenta afirmou que Eleonora Menicucci é uma lutadora incansável pelos direitos das mulheres, uma feminista que vai seguir as diretrizes do governo, o mais feminino que o Brasil já teve.
“Eleonora vai integrar o governo mais feminino da história do país não apenas porque tem uma mulher na Presidência da República e dez mulheres à frente dos ministérios. É um governo feminino, porque homens e mulheres do governo reconhecem a importância da mulher e seus direitos na sociedade. Porque a Presidência da República e todos seus ministros respeitam e defendem a igualdade de gênero. Nossas políticas tratam as mulheres em condições de igualdade.”
Professora e socióloga, Eleonora Menicucci lembrou, no discurso de posse, o tempo em que dividiu a cela com Dilma Rousseff no Presídio Tiradentes. A ditadura, a prisão e a tortura, disse a nova ministra, ensinaram a lidar com as adversidades e nunca se omitir. Hoje, na condição de ministra da Secretaria de Políticas para as Mulheres, Eleonora Menicucci afirmou que buscará novos caminhos e novas soluções para garantir os direitos das mulheres.
“Continuarei atuando para que as mulheres saiam da condição de miséria”, garantiu, ressaltando ainda a importância da Lei Maria da Penha. “Não se pode aceitar que ainda hoje as mulheres sejam objeto de qualquer forma de expressão de violência. A implantação da Lei Maria da Penha representa um avanço significativo em relação aos direitos das mulheres no mundo, por tornar crime todo ato de violência física, moral, patrimonial, psicológica e sexual contra as mulheres na esfera das relações doméstica e familiares. Hoje, a noção de que é crime bater em mulher está amplamente difundida.”
Já a ex-ministra Iriny Lopes, no seu discurso de despedida, defendeu que a Lei Maria da Penha ganhe eficácia.
“Pudemos avançar para que a Lei Maria da Penha alcançasse a efetividade e pudesse regatar as mulheres vítimas de violência, mas precisamos dar à Leieficácia. E para isso o debate doutrinário precisava ser encerrado”, disse Iriny sobre a decisão do Supremo Tribunal Federal.

Acesse o pdf: Decisão do STF sobre Lei Maria da Penha fortalece a luta das mulheres e elimina controvérsias, diz presidenta Dilma (Blog do Planalto - 10/02/2012)
 fonte:  http://www.agenciapatriciagalvao.org.br/index.php?option=com_content&view=
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