JANEIRO BRANCO: MÊS DA SAÚDE MENTAL, SAÚDE MENTAL SEMPRE

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Falar de saúde mental é compreender que esta é, sem medo de ser audaciosa em minha posição, o território, o recurso natural, a tecnologia mais valiosa da existência que cabe ao ser humano explorar. Como ainda somos estrangeiros dentro de nós mesmos, apesar dos  importantes avanços que somos capazes de criar. 

As perspectivas de crescimento dos transtornos mentais e seus inegáveis danos à saúde e à produtividade por cada vez mais incapacitarem ao trabalho e ao desfrutar da vida, torna-se cada vez mais algo que não mais pode ser ignorado, daí a iniciativa de transformar o mês de Janeiro no mês da Saúde Mental -  JANEIRO BRANCO.

Em muitas ocasiões o PSICOLOGIA EM FOCO falou sobre o quanto se tornou insustentável manter a separação corpo e alma - O penso, logo existo de Descartes, somado a todos os pensadores que forjaram a estrutura e o funcionamento do Ocidente, tem se mostrado ineficaz ao longo dos anos para dar conta da comp…

AUTO PERDÃO


 

Falar do perdão vem sempre junto a idéia da necessidade de perdoar o outro como o dito alívio geralmente produzido muito mais naquele que perdoa do que na pessoa perdoada, do quanto perdoar é importante para o indivíduo prosseguir na sua caminhada  sem o peso que a mágoa, ressentimento e afins costumam produzir naquele que deseja a reparação de um prejuízo causado, cuja vida permanece girando em torno desta situação que produziu o conflito. Estudos recentes relacionam as mágoas, ressentimentos e afins como sentimentos capazes de provocar diversos distúrbios, entre os quais, a depressão. As religiões falam da virtude do perdão como uma das condições essenciais para alcançarmos a Misericórdia para nós mesmos através do ato de perdoar o outro.

A necessidade do auto perdão é muito pouco falada. O auto perdão é a aceitação das nossas difuldades, dos erros que cometemos, da nossa imaturidade para lidar com certas situações na vida. Nos cobramos tanto e quando não alcançamos os objetivos programados, somos os primeiros a nos criticar, nos culpar severamente por questões que numa análise mais fria, poderiam apenas ser por nós vistas como um aprendizado, um sinal de que o caminho escolhido não foi o correto e que apenas nos cabe corrigir a rota escolhida. Exigimos de nós uma perfeição querendo controlar tudo e na verdade, a vida tem um ritmo próprio e nada dominamos. Somos seres únicos, embora o mundo creia numa (impossível) padronização, o que equivocadamente faz nos compararmos com as outras pessoas.

Perdoar a nós mesmos é um exercício de sempre e é desse modo que germina a capacidade de perdoar o outro como consequência. Cada pessoa é o que é e nada podemos fazer com relação a isso, a não ser seguir a nossa vida, buscando deixar se expressar através de nós a liberdade de sermos nós mesmos, com nossas qualidades e defeitos, fazendo o melhor que nos cabe procurando ouvir o que a Vida diz a cada um de nós, sim, porque ela sempre está nos comunicando alguma coisa. Era o que Jesus falava como "olhos de ver, ouvidos de ouvir".

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