JANEIRO BRANCO: MÊS DA SAÚDE MENTAL, SAÚDE MENTAL SEMPRE

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Falar de saúde mental é compreender que esta é, sem medo de ser audaciosa em minha posição, o território, o recurso natural, a tecnologia mais valiosa da existência que cabe ao ser humano explorar. Como ainda somos estrangeiros dentro de nós mesmos, apesar dos  importantes avanços que somos capazes de criar. 

As perspectivas de crescimento dos transtornos mentais e seus inegáveis danos à saúde e à produtividade por cada vez mais incapacitarem ao trabalho e ao desfrutar da vida, torna-se cada vez mais algo que não mais pode ser ignorado, daí a iniciativa de transformar o mês de Janeiro no mês da Saúde Mental -  JANEIRO BRANCO.

Em muitas ocasiões o PSICOLOGIA EM FOCO falou sobre o quanto se tornou insustentável manter a separação corpo e alma - O penso, logo existo de Descartes, somado a todos os pensadores que forjaram a estrutura e o funcionamento do Ocidente, tem se mostrado ineficaz ao longo dos anos para dar conta da comp…

Quem eu sou?





Quem eu sou?
Como posso identificar em mim aquilo que eu sou de verdade e aquilo que querem que eu seja? 
Em que momento deixo de existir na minha essência e passo a ser aquilo que me moldaram?
Quem nasci? Quem sou? Quem quero ser? Até que ponto não sou um produto daquilo que o dinheiro pode comprar?
Quantas capas tenho que despir até poder me reconhecer?
Quem é esta pessoa que o espelho reflete?
Quantas caras, quantas bocas possuo?
Quem sou eu afinal?

Sara leu seu texto de um só fôlego, diante da turma silenciosa e atenta. À medida que Sara lia, os rostos à sua volta iam se tornando sérios e reflexivos, como que buscando o sentido de cada palavra.
Ela parou de ler e todos os olhares se voltaram para o professor.
- Muito bem Sara... - Ele falou, e tomou seu lugar à frente da classe.


Este é um trecho de um livro que li recentemente, mas destaquei como fonte o site da autora.  Num link, é possível ler trechos do livro que fala de uma adolescente com uma irmã gêmea. O seu incômodo era a extrema semelhança com a irmã Clara a ponto de todo momento ser confundida por todos. 
A questão de gênero como formação de identidade é o tema central do livro cujos principais acontecimentos são numa escola com um educador de artes plásticas que estimula a criatividade dos alunos, encorajando-os  a desenvolverem plenamente as suas potenciaidades.  
A construção da identidade sob o ponto de vista psicológico, ouso dizer não me parece ser um fato universal que se dá somente  na passagem da adolescência para a fase adulta embora hajam eventos característicos que são iguais em qualquer lugar como as modificações físicas. Todavia as perguntas que a jovem Sara formula de algum modo habitam o homem pós-moderno e esta construção na vivência de experiências marcantes de cada dia traz à tona em algum momento esta pergunta: Quem eu sou? Será que damos ouvido a esta pergunta? 


Para saber mais sobre o tema CONSTRUÇÃO DA IDENTIDADE:
 http://www.psicologia.org.br/internacional/pscl36.htm



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