JANEIRO BRANCO: MÊS DA SAÚDE MENTAL, SAÚDE MENTAL SEMPRE

Recebi este GIF via Whatsapp, espero que funcione na sua mídia
Falar de saúde mental é compreender que esta é, sem medo de ser audaciosa em minha posição, o território, o recurso natural, a tecnologia mais valiosa da existência que cabe ao ser humano explorar. Como ainda somos estrangeiros dentro de nós mesmos, apesar dos  importantes avanços que somos capazes de criar. 

As perspectivas de crescimento dos transtornos mentais e seus inegáveis danos à saúde e à produtividade por cada vez mais incapacitarem ao trabalho e ao desfrutar da vida, torna-se cada vez mais algo que não mais pode ser ignorado, daí a iniciativa de transformar o mês de Janeiro no mês da Saúde Mental -  JANEIRO BRANCO.

Em muitas ocasiões o PSICOLOGIA EM FOCO falou sobre o quanto se tornou insustentável manter a separação corpo e alma - O penso, logo existo de Descartes, somado a todos os pensadores que forjaram a estrutura e o funcionamento do Ocidente, tem se mostrado ineficaz ao longo dos anos para dar conta da comp…

"A gente não quer só comida" As artes sempre serão eternos combustíveis da saúde do corpo e da alma!

Seminário pauta a política cultural do Rio

Artistas diversos e pensadores se reunem hoje e amanhã no Parque Lage

Por Luciana Martinez

A
palavra de ordem na cultura é convergência. Assim pensa a pesquisadora e professora da UFRJ Heloísa Buarque de Holanda, curadora do seminário Verão da Cultura. Urgente, que ocorre hoje e amanhã no Parque Lage. O evento vai reunir um vasto e heterogêneo grupo de agentes culturais para discutir os novos caminhos da cultura, traçar um mapa de tendências e ajudar na elaboração de políticas culturais de longo prazo no Estado do Rio.
- A curadoria não é temática, não tem mesas específicas sobre música, literatura. Está tudo junto e misturado. A proposta é discutir questões ligadas à cultura com as diferentes vertentes que a compõem. A minha sensibilidade como curadora foi perceber que é na circulação e na mistura que os avanços vão acontecendo - afirma a pesquisadora.

Entre os convidados estão Perfeito Fortuna, o designer Fred Gell, Deborah Colker, Vik Muniz e Chacal. O poeta acredita que a conversa entre diferentes segmentos da arte vai incitar debates interessantes:
- Os artistas tem pouco contato entre si. Em um encontro como este, será possível entender como cada um pensa sobre os assuntos que estão em pauta, como a questão do direito autoral e da internet. Por muito tempo, o artista viu a era digital com um pé atrás, devido a dificuldade de encontrar meios de remuneração. Agora isso já parece possível.

O seminário faz parte do Plano Estadual de Cultura, projeto que a Secretaria de Estado de Cultura começou em 2009 e deve ficar pronto no fim do ano.
- Precisamos pensar e identificar qual é a nossa cultura e e papel dela no estado. O Rio de Janeiro vive um impulso de desenvolvimento. O seminário quer pensar justamente como a cultura pode contribuir para esse avanço, que propostas podemos oferecer - diz a secretária de cultura Adriana Rattes.

Ao observar novos rumos da cultura, Heloísa detectou uma tendência: a questão social está cada vez mais presente na arte; além disso, os artistas cada vez mais se expressam em múltiplos suportes.
- Os agentes culturais estão cada vez mais voltados para a responsabilidade social. O que no início parecia puro marketing passou a ser uma preocupação genuína . Isso está em nossos convidados: Vik Muniz e Oskar Metsavaht, por exemplo, também têm organizações sociais. Os artistas estão mais atentos às questões ambientais e sociais. Podemos observar que hoje o lado artístico já não se basta - complementa ela.

O momento de debater a cultura no Rio não poderia ser mais propício. Ddepois de algum tempo à sombra de São Paulo, a cidade retoma aos poucos o seu status e se reafirma como polo de investimento.
- Depois de um período longo de depressão, a auto estima dos fluminenses está voltando. é hora de descobrirmos quem somos nós e relembrarmos que somos muito bacanas. - afirma Heloísa.

Oficinas e 'Workshps'

O evento que começa às 14h, é dividido em três módulos: as mesas de debates; as chamadas "redes de idéias", com exemplos de inovação; e as "redes de experiências" com casos que vão ser estudados. O evento é gratuito, senhas serão distribuídas duas horas antes de cada rodada. A programação completa está em http://www.cultura.rj.gov.br/veraodacultura.

Em paralelo, oficinas e workshops acontecerão até amanhã e três espaços expositivos vão reunir trabalhos de novos artistas, com Antônio Bokel e Rodrigo Villas Boas com curadoria de Marcos Antônio Teobaldo. Para encerrar o debate - e também o verão -, a Orquestra Voadora se apresenta amanhã, às 20h.

Fonte: Jornal O GLOBO -Segundo Caderno (19/03)

Comentários